Em toda a região, o PCP estará junto das centrais de distribuição e das principais estações de correios, com um documento próprio. Será assim nos postos dos CTT de Alcochete, Alhos Vedros, Almada, Baixa da Banheira, Barreiro, Caparica, Charneca da Caparica, Cova da Piedade, Lavradio, Moita, Montijo, Paivas, Palmela, Pinhal Novo, Pragal, Setúbal, Torre da Marinha, Trafaria e Verderena. Da mesma forma, o PCP contactará os trabalhadores nas centrais de distribuição do Barreiro, de Santa Marta e da zona industrial do Vale do Alecrim (Palmela).


Os deputados dos PCP na Assembleia da República, Bruno Dias e Paula Santos, estarão presentes e usarão da palavra no contacto com os trabalhadores e as populações em diversos locais. Na segunda-feira, 3 de Maio, pelas 7h30, os deputados estarão presentes na central de despacho de Santa Marta, às 8h30 na estação de correios da Torre da Marinha, às 10h na estação da Cova da Piedade e às 11h no posto de Alhos Vedros. No dia seguinte, 4 de Maio, estarão presentes às 9h30 na estação dos correios da Praça do Bocage, em Setúbal, e às 11h no posto dos correios da Avenida 25 de Abril, no Montijo.


A empresa CTT - Correios de Portuga presta inequivocamente serviços de utilidade pública, consubstanciados no estabelecimento de ligações físicas e electrónicas entre os cidadãos, a Administração Pública, as empresas e as organizações sociais em geral, com ênfase para a concretização do serviço postal universal. Embora não seja juridicamente uma empresa do sistema financeiro, movimenta anualmente, particularmente em termos de tesouraria, verbas avultadíssimas. Possui a maior rede de balcões comerciais do País, o que constitui um activo de enorme importância. É detida a 100 por cento pelo Estado português.


Em 2008, possuía activos na ordem dos 1300 milhões de euros e capitais próprios de 247,5 milhões de euros. Também em 2008 teve um volume de negócios de 844,7 milhões de euros e um resultado líquido de 58,2 milhões de euros. Nesse ano distribuiu ao accionista Estado 46,5 milhões de euros. Emprega cerca de 16 mil trabalhadores. A privatização desta empresa seria um brutal retrocesso na prestação deste serviço público.


Ao longo dos últimos anos, a distribuição do correio deixou de ser diária nalgumas zonas do país, principalmente nas zonas do interior e nas Regiões Autónomas. Cresceram as zonas do país, incluindo na Península de Setúbal, em que os cidadãos/utentes não recebem correio nas suas residências e têm que se deslocar às caixas de correios colocadas nas estradas ou caminhos. Diminuiu o número de serviços a que os cidadãos/utentes têm acesso por causa da alienação por parte dos CTT das Estações de Correio, nomeadamente os vales postais.


Os operadores privados não substituem os serviços prestados pelos CTT, uma vez que só operam nas zonas em que lhes interessa e nos serviços que dão lucro.

O PCP saúda a determinada luta dos trabalhadores dos CTT, destacando a forte adesão à greve do passado dia 27 de Abril na região de Setúbal.