I

A DORS do PCP analisou com preocupação situações concretas de degradação dos serviços públicos da região que têm de ser denunciadas, pela injustiça que constituem e pelo grave precedente que abrem. São disso exemplos: a degradação da situação das urgências nos três maiores hospitais da região, a perda de valências e a falta de profissionais; a falta de auxiliares de acção educativa nas escolas; o caos em que se tornou a ida a qualquer estação dos CTT, depois da vaga de encerramentos, com casos já detectados de senhas tiradas para o dia seguinte; os cortes e alterações em mais de cem carreiras da TST nos concelhos de Almada, Seixal e Sesimbra. Com o anúncio de mais cortes para 2014, em cima dos verificados nos anos anteriores, degradar-se - ão ainda mais as condições de vida dos trabalhadores e do povo.
A DORS do PCP saúda a resistência, determinação e combatividade verificada no desenvolvimento e intensificação da luta organizada entre Outubro e Novembro, de que são exemplo as greves da Administração Pública, do Arsenal do Alfeite, da Soflusa, da Transtejo e do sector ferroviário, as acções das forças de segurança e dos trabalhadores do sector privado, nomeadamente na Lisnave. A DORS destaca a Marcha por Abril de 19 de Outubro, as manifestações realizadas nos concelhos da região e a concentração junto à Assembleia da República nos dias 1 e 26 de Novembro, contra o roubo nos salários, nas pensões e reformas, o aumento do horário de trabalho, a violação dos direitos contratuais, o Orçamento do Estado, em defesa dos postos de trabalho, pelo direito à negociação da contratação colectiva, contra a pressão e a chantagem, tendo em vista a melhoria das condições de trabalho e de vida, mas também a defesa dos serviços públicos ao serviço do país e dos portugueses.
É na mobilização dos trabalhadores e das populações pela ruptura com a política anti-patriótica e de direita das troikas, na unidade dos democratas e patriotas em torno da Constituição da República, no fortalecimento do movimento sindical unitário e das organizações e movimentos de massas, bem como no reforço do PCP, que está o caminho para a superação da crise e a alternativa de que o país precisa Uma política ao serviço dos interesses dos trabalhadores, do povo e do País, uma política e um Governo patrióticos e de esquerda.
A Direcção da Organização Regional de Setúbal do PCP exorta os trabalhadores e as populações da região a prosseguirem e intensificarem a sua luta pelo fim deste governo e pela derrota desta política que está a afundar o país.
O PCP apela à mobilização para as acções a realizar na região no período de 16 a 20 de Dezembro, que tem novo momento de convergência marcado pela CGTP-IN para o dia 19 de Dezembro a partir das 19 horas, com uma vigília em Belém, pelo cumprimento da Constituição da República e a exigência do veto Presidencial ao Orçamento do Estado para 2014.

II

Neste início de mandato as autarquias de maioria CDU na região de Setúbal dando cumprimento aos compromissos eleitorais assumidos com as populações e pautando a sua acção pelo trabalho, a honestidade e a competência, têm mantido uma acção de solidariedade com a luta dos trabalhadores da administração local contra aplicação das 40 horas de horário de trabalho semanal aos trabalhadores, que consideram um retrocesso civilizacional e contra o qual tem lutado. Continuam a aplicar uma taxa de IMI inferior ao máximo estabelecido pelo Governo em todos os Municípios, com a excepção de Setúbal, onde, por imposição de um contrato de reequilíbrio financeiro resultante da situação de falência em que o PS deixou a Câmara Municipal, há obrigação por lei de fixar a taxa máxima.
Com a chamada "reforma do Estado" abre-se uma linha tendente à extinção de Municípios sob o eufemismo da agregação , que é necessário denunciar e combater desde já.
A DORS do PCP destaca as conclusões do Encontro de Autarcas de Freguesias do distrito de Setúbal promovido pela ANAFRE que, por unanimidade, decidiu lutar pela reposição das freguesias extintas, pela condenação da injusta repartição de recursos financeiros provenientes do Orçamento do Estado, reafirmando a sua frontal oposição em relação ao encerramento e privatização de serviços públicos.
A DORS do PCP repudia o claro desrespeito pela concepção democrática, consensual e plural entendida pelas diferentes forças nos anteriores mandatos no processo de eleição do Conselho Metropolitano da Área Metropolitana de Lisboa. Exige um novo procedimento eleitoral que respeite o número de presidências de Câmara Municipais obtidas por cada força política e o princípio de que a cada presidente eleito corresponda um voto.

III

A DORS do PCP perspectivou o trabalho para 2014, que ficará marcado pelo 40.º aniversário do 25 de Abril, comemoração em que o PCP se empenhará, divulgando a actualidade dos ideais de Abril no futuro de Portugal. Continuará a merecer toda a atenção e empenho das organizações do Partido o combate à política de direita, bem como a preparação das eleições de 25 de Maio para o Parlamento Europeu.
A DORS do PCP destaca o grande impacto e adesão que têm tido as comemorações do centenário de Álvaro Cunhal na região expressa na realização de cerca de 200 iniciativas promovidas pelas organizações do Partido, sindicatos, autarquias, colectividades, grupos de teatro e outras estruturas, envolvendo milhares de pessoas na região, visitando as exposições, participando em debates, sessões temáticas, colóquios, visionando filmes, etc. Merecem especial relevo as expressões artísticas incluídas nestas comemorações, de que se destacam as encenações de "Um dia os réus serão vocês", da Companhia de Teatro de Almada, "Os Barrigas e os Magriços" do Teatro Extremo, ou " A Casa de Eulália", pelo Teatro do Elefante. Assumem ainda uma enorme importância nestas comemorações, o Congresso - Álvaro Cunhal, o projecto comunista, Portugal e o mundo hoje, bem como o grandioso Comício de dia 10 de Novembro que assinalou o centésimo aniversário do nascimento de Álvaro Cunhal
A DORS do PCP coloca como tarefa central de todas as organizações e militantes o reforço do PCP, através do desenvolvimento da sua capacidade de intervenção, nomeadamente nas empresas e locais de trabalho, da dinamização das organizações de base, da responsabilização de quadros e do recrutamento daqueles que se destacam no desenvolvimento da luta. E apela ao prosseguimento e intensificação da luta de massas como o caminho seguro para a derrota da política de direita e a construção da alternativa patriótica e de esquerda que o país e o povo necessitam.